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Calourada: A Festa Que Marca Gerações e Pode Se Tornar Ainda Maior

Santa Maria e Seus Universitários: Uma Relação Que Precisa Evoluir

A cidade de Santa Maria respira educação. Santa Maria é uma cidade universitária, mas como fazer disso uma vantagem competitiva para o município?

Com uma vida acadêmica agitada, o município se consolidou como um dos principais polos universitários do Brasil. A UFSM, além de maior universidade do interior é também a anfitriã da tradicional Calourada, a festa dos bixos que marca não só o início do ano letivo, mas da chegada de novos jovens à cidade. Mais do que uma simples festa, ela já se tornou um marco da recepção estudantil e um símbolo da integração entre os calouros e a cidade. Mas mais do que isso ela se tornou a festa tradicional do município. Uma celebração que marca gerações e reafirma Santa Maria como um território universitário vibrante.

Assim como outras festas tradicionais  — como a Oktoberfest de Blumenau e a festa da uva em Caxias do Sul—, é hora de Santa Maria reconhecer e valorizar sua própria tradição universitária. A Calourada já faz parte do calendário dos estudantes que escolhem a cidade para sua formação, mas seu potencial vai muito além.  

Transformar a Calourada em um evento ainda maior traria benefícios não apenas para os universitários, mas para todo o município. O turismo, a economia local e a projeção de Santa Maria como referência acadêmica e cultural ganhariam força. Mais visitantes significa mais clientes para  hotéis, restaurantes, transporte e comércio. Santa Maria se posicionaria ainda mais não só como capital universitária do país, mas também como Cidade Cultura.   


Porém, para que isso aconteça, é fundamental levar a Calourada a sério e tratá-la como o evento de grande porte que se tornou. Não se trata apenas de uma simples algazarra,  mas de uma tradição consolidada que carrega o nome de Santa Maria e sua identidade universitária. Uma festa desse porte merece mais consideração, planejamento garantindo que continue crescendo com qualidade, segurança e impacto positivo para a cidade. Se hoje são comuns as excursões para Blumenau, Igrejinha e Santa Cruz em outubro, por que não elas serem para Santa Maria em março?

Mas nem tudo é tão simples: nossa cidade precisa ir além de uma festa e repensar sua relação com os universitários. Não podemos ser apenas uma cidade dormitório para os estudantes,  mas sim um local que os valoriza e os convida a permanecer. O município precisa se tornar atrativo para os acadêmicos durante todo o ano, oferecendo não apenas boas instituições de ensino, mas também qualidade de vida, lazer, cultura e oportunidades no mercado de trabalho. Não basta formar estudantes, é preciso criar um ambiente onde eles possam construir suas carreiras e permanecer na cidade após a graduação.

Ao investir em estrutura, cultura e inovação, Santa Maria pode ser mais do que um lugar de passagem: pode ser um lugar de pertencimento. A Calourada já deu alguns passos importantes ao resgatar a essência estudantil da festa e garantir um espaço mais acolhedor e seguro para os universitários. Agora, cabe a todos — poder público, universidade, entidades estudantis e a própria comunidade — reconhecer o valor desse evento e trabalhar para que ele cresça e se consolide ainda mais. Santa Maria já tem uma marca registrada. Basta agora ampliar seu alcance e garantir que a cidade universitária seja, de fato, uma cidade para os universitários.

Redação enFoco

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