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Filas no frio: Santa Maria precisa de urgência e humanidade na saúde pública

Na última semana, cenas recorrentes voltaram a se repetir em Santa Maria: dezenas de pessoas, a maioria idosos e portadores de doenças crônicas, enfrentaram o frio de 7°C em longas filas na Farmácia Municipal Central, em busca de medicamentos essenciais, como a insulina. A imagem, estampada na imprensa local, revela mais que um episódio isolado — escancara uma rotina de sofrimento silencioso vivida por quem mais precisa da atenção do poder público.

A explicação da Prefeitura, que atribui o acúmulo à combinação do feriado de Corpus Christi e das chuvas intensas, revela apenas parte do problema. A verdade é que a precariedade no acesso aos medicamentos e a centralização dos serviços vêm sendo denunciadas há tempos, sem resposta à altura.

É necessário afirmar com clareza: não cabe à gestão pública agir apenas depois que a população sofre. Cabe ao Executivo municipal antever as demandas, prever os impactos de datas comemorativas, mudanças climáticas ou crises sazonais, e garantir o funcionamento adequado dos serviços essenciais. A falta de planejamento e de respostas ágeis é, infelizmente, uma marca da atual administração.

Como vereador e membro da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal, não posso silenciar diante dessa realidade. A saúde pública deve ser, antes de tudo, humana. Não é aceitável que o direito à medicação — garantido pela Constituição — seja condicionado a horas de espera ao relento, muitas vezes em condições indignas.

Diante disso, defendemos a adoção imediata de medidas concretas: ampliação do atendimento descentralizado, com reforço nas farmácias das UBS regionais; implantação de sistema de agendamento para retirada com hora marcada; criação de um programa de entrega domiciliar para idosos e pessoas com mobilidade reduzida; e estrutura mínima de acolhimento nas unidades, com abrigo e prioridade de atendimento para os mais vulneráveis.

A saúde pública de Santa Maria precisa de gestão com empatia, planejamento e responsabilidade. Seguiremos atentos, cobrando providências e propondo soluções, com o compromisso de construir uma cidade que cuide melhor de sua gente.

Santa Maria não pode mais naturalizar o sofrimento. É hora de planejar, agir antes do caos e humanizar, com urgência, a saúde do nosso município.

Redação enFoco

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