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Mulheres São Arte, Cultura e Revolução: Nunca Mais Seremos Apagadas

Ser mulher é carregar o mundo no corpo. É ser casa e tempestade, abrigo e furacão. É transformar o próprio nome em eco, resistir quando tentam nos fazer silêncio. Somos feitas de histórias. Tecemos o tempo com palavras, tintas, passos. Pintamos dores e sorrisos. Escrevemos o que o mundo tenta esquecer.

Ser mulher é atravessar a rua com a chave entre os dedos, porque o medo caminha ao lado. É aprender cedo que a noite tem donos e não somos nós. Mas seguimos. Com olhos atentos, com passos firmes. Com a coragem de quem já nasceu sabendo que precisaria lutar.

Quantas escritoras precisaram esconder seus nomes? Quantas pintoras viram suas cores apagadas? Quantas cantoras sussurraram canções que nunca puderam ser ouvidas? Mesmo assim, seguimos. Virginia Woolf, que exigiu um quarto todo seu para escrever. Clarice Lispector, que traduziu a alma feminina em palavras. Carolina Maria de Jesus, que narrou a fome com uma caneta afiada. Frida Kahlo, que transformou sua dor em cor. Tarsila do Amaral, que desenhou um Brasil onde a mulher também tem voz.

Mas ser mulher também é carregar no corpo um fardo invisível. Somos feitas de fúrias e floradas. Nossos corpos sangram, geram, mudam. Nosso ventre é um relógio sem ponteiros. A dor nos atravessa como um rio que nunca seca. Contrações, cólicas, cicatrizes. O mundo nos diz que devemos ser gratas, que a dor de parir é um privilégio. Mas quem nos embala quando somos nós as exaustas? Quem nos socorre quando nosso próprio corpo se torna um campo de batalha?

Ser mulher é ouvir que ser mãe é uma benção, mas carregar sozinha o peso da criação. É parir sonhos e realidades. É ser cobrada por escolher. Trabalhar ou maternar? Ser livre ou ser aceita? Mas e se não quisermos escolher? E se quisermos tudo, porque tudo sempre nos foi negado?

E quantas foram silenciadas pela violência? Quantas carregam cicatrizes que ninguém vê? O medo de andar sozinha, de dizer não, de existir sem pedir permissão. Há décadas, Simone de Beauvoir escreveu: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. E nos tornamos. Todos os dias. Na luta pela vida, pela arte, pelo direito de ser.

As mulheres são cultura, são arte, são a vida pulsando em cada esquina. Estão nos livros, nos palcos, nos muros da cidade. Estão nas canções que embalam o amanhecer e nos poemas que desafiam o esquecimento.

Ser mulher é, antes de tudo, um ato de coragem. E enquanto houver uma de nós, a história continuará sendo escrita.

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Fedanci – O Primeiro Festival de Dança para a Infância em Santa Maria!

É amanhã 09 de março, Santa Maria recebe uma iniciativa pioneira na região: o Fedanci, o primeiro festival de dança voltado para a infância. Idealizado pela Umbigo de Bruxa, com apoio da Vintage Dance Studio, o evento celebra a importância da dança no desenvolvimento infantil, estimulando a expressão, a criatividade e o aprendizado. Com uma programação rica em oficinas, espetáculos e formações, o Fedanci é uma oportunidade única para integrar crianças, famílias e profissionais no mundo mágico da dança.

Não perca essa experiência transformadora!

Para mais informações, acesse: @fedanci_.


Acolhe CAL 2025 – Caixa Preta, Caixa Aberta

O Acolhe CAL 2025 chega para dar as boas-vindas aos calouros do Centro de Artes e Letras da UFSM, com uma programação cheia de arte e acolhimento! De 09 a 15 de março, o Teatro Caixa Preta será o palco para apresentações incríveis que celebram o retorno às aulas com muita cultura e emoção.

Quando? 09 a 15 de março

Onde? Teatro Caixa Preta, UFSM

O que esperar? Espetáculos, brindes e convites para um super evento!

Não deixe de participar desse momento de integração e arte com a galera do CAL!


MASM: Mudanças e Novas Exposições para Março

O Museu de Arte de Santa Maria (MASM) terá um mês de março de novidades e despedidas. As exposições “Salão Internacional de Arte e Religiosidade” e “Corpo Feminino” chegam ao fim no dia 8 de março, dando lugar a “Territórios, Memórias e Identidades”, na Sala Acervo Permanente. O MASM também se prepara para receber novas mostras, como “Retrospectiva Suzana Gruber” e “Anacronismo: entre tempos e espaços distintos”. Aproveite para explorar as exposições antes das mudanças!


Flamenco e Resistência: “Milagros” no Theatro Treza de Maio

Neste sábado (08/03), o Theatro Treza de Maio se transforma no palco da resistência com o espetáculo de Dança Flamenca “Milagros”. Com direção de Raquel Bernardi Kurtz e produção do Espaço Mather, a apresentação explora a arte do flamenco como um ato de resistência e celebração do feminino. A performance conta com a participação de artistas locais e o músico Décio Meirelles, criando uma noite única e emocionante.


Quarta Autoral: Fifo e Cha de Broders no Dona Maria Lounge

Na próxima terça-feira (12/03), o Dona Maria Lounge recebe a 14ª edição da Quarta Autoral com os projetos Fifo e Cha de Broders. Com um som que mistura rock progressivo, shoegaze e metal melódico, Cha de Broders apresenta seu novo álbum enquanto Fifo traz o melhor da música autoral de sua carreira solo. A entrada é gratuita, mas é possível fazer uma contribuição consciente para os artistas. Não perca essa noite de talento local!


Redação enFoco

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