Com quadras disponíveis em centros esportivos da cidade, o Futevôlei reúne praticantes em Santa Maria e se consolida como opção para quem busca atividade física, lazer e socialização
A bola sobe alta acima da rede e, por alguns segundos, todos os olhares se voltam para o mesmo ponto. Um salto preciso, um toque calculado e a jogada segue entre defesas rápidas e ataques improvisados. Misturando a técnica do futebol com a dinâmica do vôlei, o Futevôlei transforma a quadra em um espaço de desafio, estratégia e convivência. Criado nas praias do Rio de Janeiro, nos anos de 1960, o esporte conquistou novos cenários e vem atraindo cada vez mais praticantes em diferentes cidades do país. Em Santa Maria, a modalidade ganha espaço através de centros esportivos como o Pelea Deportes y Bar, no centro da cidade, e o Kanaloa Beach Club, localizado no Bairro Camobi.
A prática se apresenta como uma alternativa para quem busca atividade física, lazer e novos vínculos. Disputado em quadra de areia, o Futevôlei é praticado em duplas e o objetivo é fazer a bola tocar a quadra adversária ou impedir que ela seja devolvida. O esporte exige técnica, preparo físico e estratégia durante as jogadas.
Apesar de parecer complexo à primeira vista, a atividade pode se tornar acessível com treino e adaptação. “É uma baita oportunidade para quem quer se exercitar e ainda não sabe qual esporte fazer. Então vale experimentar o futevôlei, tenho certeza de que vai gostar”, comenta o instrutor e atleta da modalidade, Mateus Trojahn.
Além do aspecto esportivo, a modalidade também se destaca pelos benefícios à saúde física e mental. A areia exige mais esforço muscular, melhora o condicionamento físico e estimula a coordenação motora. Ao mesmo tempo, o ambiente coletivo favorece a convivência e a socialização entre os participantes. “Traz uma qualidade de vida muito grande para as pessoas. É gratificante ver os alunos se sentindo bem depois de uma aula”, afirma Trojahn.
Segundo o instrutor, vontade e interesse são fundamentais para começar, mas a orientação adequada faz diferença no processo de aprendizagem. A recomendação é procurar um professor para garantir a introdução correta à modalidade, com a base motora adequada e maior segurança durante a prática, evitando possíveis lesões.
O primeiro contato com o esporte costuma ser suficiente para despertar o interesse. Em uma aula inicial, os alunos já aprendem os fundamentos básicos e passam a compreender a dinâmica do jogo, como o sistema de três toques e as principais regras. “Mesmo que a pessoa não aprenda tudo na primeira aula, ela já entende como o jogo funciona e começa a desenvolver os gestos motores básicos”, explica.
Com o tempo, o que começa como curiosidade ou atividade de lazer pode se transformar em um hábito. “Muitas pessoas chegam para experimentar e acabam se envolvendo muito mais do que imaginavam com o esporte”, conclui o instrutor.







